domingo, 5 de outubro de 2008

O que aprendi com a minha mochila.

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”Amyr Klink






Uma mochila pode ser só um pedacinho de tecido, onde agente carrega alguma coisa... para algum lugar...Mas a minha é quase uma conselheira, que acompanha nos horizontes mais encantadores, que me ampara na descoberta de novos rumos.E como toda boa amiga não pode deixar de me ensinar boas lições.

Ela me fez enxergar que para se atingir uma meta é preciso primeiro ter um planejamento, e se preencher de conteúdos relevantes. Que não importa quão forte eu seja, se fizer escolhas pesadas demais para suportar isso me trará dor.

E que cada vez que me deixou convencer pelo ego, pelo supérfluo, pela vaidade, sinto o pesar desnecessário me que dificulta seguir em frente.Entretanto quando abandono o fundamental, falta se fará sentir ,nesta, ou na próxima curva.

E é interessante perceber que cada vez que vou para casa volto com a bagagem mais cheia. Talvez por que seja de lá que me preencho do essencial.

Entendi que é importante conhecer o potencial daquilo que trago “dentro”, e entender que se me dispuser a ser flexível mais confortável pode ser minha adaptação.

Mas o mais formidável é perceber que são só as minhas escolhas,o adorável peso que me acompanham enquanto caminho à liberdade, e que as vezes, elas podem caber um pedacinho de tecido, onde agente carrega alguma coisa... para algum lugar.