
Cada dia que passa mais me convenço de como é difícil ser gente grande.
Descubro realidades que me insatisfazem, que ferem fundo o meu âmago pueril. Gente grande desaprende a viver, esquece a humildade ingênua que enfeita de vida o coração moleque.
Já tenho saudade do tempo em que sentia medo do boi da cara preta, em que má mesmo era a Cuca. Agora no mundo em que vivo agente tem que desconfiar até da sombra, chupa-cabra está pedindo arrego no Ibama com toda esta concorrência de vilões, cada vez mais mal intencionados.
Tem até quem ponha a própria mãe em liquidação pensando mesmo é no próprio umbigo, que talvez, quem sabe até possa ganhar um piercing tamanha sua importância.
Ô tempo baum, quando eu pensava que ser adulto era calçar salto alto 5 números maior que o meu. Em pensar que hoje em dia tenho que recorrer às aulas de yoga por 15 minutos descalça se não posso ser chamada de ativista do Lula, ou hippie retrograda.
Tem hora que já não dá mais pra saber o que fazer com tanto stress, está na moda ter depressão. Dá vontade mesmo de pegar carona numa calda de cometa, mergulhar em uma bacia de pipoca e esquecer de tudo vendo os trapalhões na secção da tarde.
Rei, soldado, herói, pirata e domador; Hobem Wod era pouco, já que qualquer história ia dar em felizes para sempre. Os príncipes eram encantados e as meninas sempre lindas e educadas princesas mágicas. E depois de tanto brincar tudo ia terminar num le petti café com chocolá.
Gente grande aprende a complicar tudo, as aventuras têm que ser podadas pela falta de dinheiro, de coragem, de tempo. Agente vive correndo pra ter mais tempo pra perder fazendo aquilo que não nos satisfaz.
Subir numa árvore pra roubar as frutas do Nhô Lau nem pensar, adulto só lembra o que é planta quando esta discutindo o efeito estufa, ou numa terapia de grupo, quando abraça uma árvore pra buscar o eu interior.
Época de ouro quando se fosse pra mentir seria a idade, se fosse pra enganar era a hora, e a maior fofoca era que o cravo brigou com a rosa. As disputas eram por brigadeiros e beijinhos da vovó. E as calorias????Nada que três polichinelos não adiantassem.
E quando agente brigava com quem agente gostava de verdade bastava virar a página e convidar para um novo faz de conta.
Ia eu pensar no movimento feminista quando saía na rua pra chutar bola com os meninos, ou entender o preconceito étnico e racial quando brincava de ser perêrê peralta?Não são rótulos demais pra quem está aprendendo a ler. (E depois dizem que criança não sabe das coisas)
Gente grande esquece da magia da vida, do encanto da fada, das boas lembranças do Papai Noel.
Pular corda, bater bafo, empinar pipa, rodar pião. E o tempo rodou num instante nas doas do meu coração.
Já decidi, chega de adultices, quando crescer quero ser criança!
Um beijo pra minha mãe, pro meu pai e um especialmente pra você.
Descubro realidades que me insatisfazem, que ferem fundo o meu âmago pueril. Gente grande desaprende a viver, esquece a humildade ingênua que enfeita de vida o coração moleque.
Já tenho saudade do tempo em que sentia medo do boi da cara preta, em que má mesmo era a Cuca. Agora no mundo em que vivo agente tem que desconfiar até da sombra, chupa-cabra está pedindo arrego no Ibama com toda esta concorrência de vilões, cada vez mais mal intencionados.
Tem até quem ponha a própria mãe em liquidação pensando mesmo é no próprio umbigo, que talvez, quem sabe até possa ganhar um piercing tamanha sua importância.
Ô tempo baum, quando eu pensava que ser adulto era calçar salto alto 5 números maior que o meu. Em pensar que hoje em dia tenho que recorrer às aulas de yoga por 15 minutos descalça se não posso ser chamada de ativista do Lula, ou hippie retrograda.
Tem hora que já não dá mais pra saber o que fazer com tanto stress, está na moda ter depressão. Dá vontade mesmo de pegar carona numa calda de cometa, mergulhar em uma bacia de pipoca e esquecer de tudo vendo os trapalhões na secção da tarde.
Rei, soldado, herói, pirata e domador; Hobem Wod era pouco, já que qualquer história ia dar em felizes para sempre. Os príncipes eram encantados e as meninas sempre lindas e educadas princesas mágicas. E depois de tanto brincar tudo ia terminar num le petti café com chocolá.
Gente grande aprende a complicar tudo, as aventuras têm que ser podadas pela falta de dinheiro, de coragem, de tempo. Agente vive correndo pra ter mais tempo pra perder fazendo aquilo que não nos satisfaz.
Subir numa árvore pra roubar as frutas do Nhô Lau nem pensar, adulto só lembra o que é planta quando esta discutindo o efeito estufa, ou numa terapia de grupo, quando abraça uma árvore pra buscar o eu interior.
Época de ouro quando se fosse pra mentir seria a idade, se fosse pra enganar era a hora, e a maior fofoca era que o cravo brigou com a rosa. As disputas eram por brigadeiros e beijinhos da vovó. E as calorias????Nada que três polichinelos não adiantassem.
E quando agente brigava com quem agente gostava de verdade bastava virar a página e convidar para um novo faz de conta.
Ia eu pensar no movimento feminista quando saía na rua pra chutar bola com os meninos, ou entender o preconceito étnico e racial quando brincava de ser perêrê peralta?Não são rótulos demais pra quem está aprendendo a ler. (E depois dizem que criança não sabe das coisas)
Gente grande esquece da magia da vida, do encanto da fada, das boas lembranças do Papai Noel.
Pular corda, bater bafo, empinar pipa, rodar pião. E o tempo rodou num instante nas doas do meu coração.
Já decidi, chega de adultices, quando crescer quero ser criança!
Um beijo pra minha mãe, pro meu pai e um especialmente pra você.