
Há dias em que as nuvens encobrem qualquer sentimento azul.
Há dias em que as palavras se perdem em meio a pensamento ocre.
Há dias em que os olhos vêm tudo em tons sépia.
Porém é nestes dias que as inspirações impulsionam os anseios a um sopro celeste, para os pulmões de um espírito asmático.
A alma humana surpreende nas formas em que encontra para se desaprisionar de uma existência gril. E a minha me ilumina quando encontra uma tela virgem, a espera das primeiras pinceladas despudoradas que colorem a candura e florescem em mim.
Sentindo a tinta que desliza num banho tépido, o magenta que assanhado escapole da ponta do pincel e acaricia meus dedos, me seduzindo à nuança romântica e abrindo espaço para o verde oliva que logo se espalha pela camisa e pelos meus braços, me remetendo aos dias na fazenda, ao pasto infindável e ao cheiro da minha primeira liberdade infantil. E quem pinta não escapa da força arrematadora do azul da Prússia, que me faz relembrar que os dias duros nada mais serão que tons escuros a espera de um ensinamento branco de titânio, para aí então se transformarem numa lembrança cor de céu, no fim da tarde.
Cada cor que entra no desenho me aviva numa nova tonalidade, que me toca em uma saudade, que me inspira num novo ofuror.
E é o amarelo, o vermelho e o azul que me recompõe em colorido brilhante, e se mesclam nas minhas expectativas para dias de cores originais e ilimitadas.
Espalho pintura pela tela, pelo chão, pela pele. E ela me entra pelos poros, pelos pêlos, pelo sangue, pela célula, se espalha em mim pelo corpo, pelas tristezas, pelos sonhos, pelos olhos. Que já enxergam os dias com olhos de quem vê. Contemplando até a frigidade do cinza, que nós faz caminhar à novos rumos, onde quem sabe haverá mais um cantinho em branco, esperando por se desvirginar em novas cores e novas histórias.
Há dias em que as palavras se perdem em meio a pensamento ocre.
Há dias em que os olhos vêm tudo em tons sépia.
Porém é nestes dias que as inspirações impulsionam os anseios a um sopro celeste, para os pulmões de um espírito asmático.
A alma humana surpreende nas formas em que encontra para se desaprisionar de uma existência gril. E a minha me ilumina quando encontra uma tela virgem, a espera das primeiras pinceladas despudoradas que colorem a candura e florescem em mim.
Sentindo a tinta que desliza num banho tépido, o magenta que assanhado escapole da ponta do pincel e acaricia meus dedos, me seduzindo à nuança romântica e abrindo espaço para o verde oliva que logo se espalha pela camisa e pelos meus braços, me remetendo aos dias na fazenda, ao pasto infindável e ao cheiro da minha primeira liberdade infantil. E quem pinta não escapa da força arrematadora do azul da Prússia, que me faz relembrar que os dias duros nada mais serão que tons escuros a espera de um ensinamento branco de titânio, para aí então se transformarem numa lembrança cor de céu, no fim da tarde.
Cada cor que entra no desenho me aviva numa nova tonalidade, que me toca em uma saudade, que me inspira num novo ofuror.
E é o amarelo, o vermelho e o azul que me recompõe em colorido brilhante, e se mesclam nas minhas expectativas para dias de cores originais e ilimitadas.
Espalho pintura pela tela, pelo chão, pela pele. E ela me entra pelos poros, pelos pêlos, pelo sangue, pela célula, se espalha em mim pelo corpo, pelas tristezas, pelos sonhos, pelos olhos. Que já enxergam os dias com olhos de quem vê. Contemplando até a frigidade do cinza, que nós faz caminhar à novos rumos, onde quem sabe haverá mais um cantinho em branco, esperando por se desvirginar em novas cores e novas histórias.
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"Há pessoas que transformam o Sol em uma mancha amarela,mas há aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio Sol."(Pablo Picasso)