sábado, 3 de novembro de 2007

A bailarina



Andando pelas mesmas velhas ruas,mas desta vez sentindo-me realmente sozinha, deparei-me com um cartaz emoldurado pelo teatro Gil Vicente.Era um bailarina clássica, e por instantes me senti refletida naquela imagem.
Vejo toda esta viagem como aquele espetáculo de balé.Para o publico é uma linda imagem,fitas e lantejoulas que enfeitam uma dança perfeita.As luzes dos olofotes que brilham para poucos, que sorriem, e bailam num harmonia encantadora.
Ma s o que não aparece no palco são o calos deixados por tanto esforço, é aquele passo tantas vezes treinado que não sai como deveria,mas sob o palco os erros não tem volta, tem-se que levantar, porque o espetáculo não pode parar.
Sempre aprendi que apesar de qualquer dor as bailarinas sempre sorriem.E ali estava eu, com qualquer sofrimento e suor, subindo,linda, nas pontas dos pés, sem pensar no que vai ser quando as cortinas se fecharem.
Enfeitei-me com fitas e lantejoulas e continue subindo as mesmas velhas ruas,mas desta vez sentindo-me realmente dançando, porque o espetáculo não pode parar.

Um comentário:

Pitanga Doce disse...

Olá Clara Luz, foste ao Pitanga e gostei de te ver lá. Vim aqui e também gostei do que vi,mas queria saber mais de ti. Pela tua escrita pareces do Brasil, mas tenho muitos amigos de lá (PT) que já moraram aqui, então...Diz lá de que cidades és e continua indo ao Pitanga. És bem vinda!

PS: como dizes ao cimo esClareça!